Guimarães é uma das entidades bandeira do projeto Pacto para a Conciliação

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A Câmara Municipal de Guimarães aderiu ao Pacto para a Conciliação, um projeto piloto da iniciativa do Governo no âmbito do "3 em Linha – Programa para a Conciliação da Vida Profissional, Pessoal e Familiar", numa sessão que decorreu esta quarta-feira, 6 de fevereiro, em Lisboa, com a presença da Vereadora da Ação Social, Paula Oliveira. O Município de Guimarães aceitou o desafio lançado pela Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade de Género e constitui-se uma das entidades bandeira do projeto, ao qual outras instituições públicas e privadas também se associaram.

O Pacto para a Conciliação junta atualmente 52 organizações (22 serviços e organismos da Administração Pública central e empresas públicas, 14 câmaras municipais e 16 empresas privadas).

"Há um objetivo claro neste projeto que passa por um melhor ambiente de trabalho, com pessoas mais felizes e produtivas, promovendo um maior equilíbrio entre a vida profissional, pessoal e familiar, como condição para uma efetiva igualdade entre homens e mulheres e para uma cidadania plena, que permita a realização de escolhas livres. O Município de Guimarães está apostado em dar resposta a este desafio lançado pelo Governo, na sequência da implementação do nosso plano municipal para a igualdade de género e não descriminação", salientou a Vereadora Paula Oliveira.

As organizações que integram o Pacto para a Conciliação comprometem-se a integrar o objetivo da conciliação na sua estratégia e processos, através da implementação de um sistema de gestão da conciliação. Este processo passa pela definição de metas, recursos, responsabilidades e processos de monitorização, em matérias como organização do trabalho, apoio profissional e desenvolvimento pessoal e benefícios para a conciliação. É baseado na norma portuguesa NP4552:2016, ao abrigo da qual as organizações podem requerer a certificação acreditada do respetivo sistema de gestão.

O evento contou com as presenças da Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques [na Foto], e da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro.

Segundo a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade: "Pretende-se uma mudança de práticas organizacionais que obstaculizam ou não facilitam a conciliação das várias esferas de vida, que permitam uma efetiva utilização de direitos por parte de trabalhadoras e trabalhadores, e soluções facilitadoras de articulação atendendo às necessidades reais das pessoas que trabalham nas organizações. A conciliação é uma questão e condição de igualdade de género; é uma matéria que tem de deixar de ser mera questão privada e apenas das mulheres, para ser reconhecida como questão pública e social, e responsabilidade coletiva".