Guimarães eleito Município mais sustentável do país pelo segundo ano consecutivo

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ECOXXI 2018 - Bandeira Verde

O Município de Guimarães foi distinguido com a pontuação mais elevada no programa ECOXXI, sendo considerado o Município mais sustentável do país pelo segundo ano consecutivo. Depois de ter sido distinguido em 2017, Guimarães mantém a liderança de um prémio a nível nacional que reconhece o trabalho dos municípios em prol do desenvolvimento sustentável do território.

Guimarães obteve a pontuação máxima de 88,8%, superando os 86% obtidos em 2017, com base num instrumento extraordinário de avaliação e monitorização em 21 áreas de indicador e mais de 60 sub-indicadores, avaliado por 42 entidades independentes, num total de 50 candidaturas.

Na cerimónia desta quinta-feira, a Câmara Municipal de Guimarães esteve representada pela Vereadora do Ambiente, Sofia Ferreira. “Este prémio é o reconhecimento de um compromisso político assumido pelo Presidente da Câmara Municipal, Dr. Domingos Bragança, englobando toda a comunidade vimaranense. As questões voltadas para o ambiente e sustentabilidade, hoje em dia, fazem parte do quotidiano no nosso concelho e é nesse sentido que está a ser desenvolvido um amplo trabalho assente nas escolas, nas juntas de freguesia, nas instituições e comunidade em geral. Este prémio é de todos os Vimaranenses que têm correspondido de uma forma extraordinária aos projetos executados pelo Município, como são os casos da Brigadas Verdes ou sistema de recolha de resíduos PAYT que, em 2019, já se alastrará a novas zonas da cidade”.

Guimarães candidatou-se pela primeira vez ao programa Eco XXI em 2015, conferindo uma evolução nesta área como se regista a avaliação, tendo obtido o 8.º lugar na primeira participação (pontuação 74%), seguindo-se em 2016 o terceiro lugar (81%) e chegou ao topo em 2017 (86%) melhorando e reforçando a liderança em 2018 (88,8%).

O concelho de Guimarães aparece nos primeiros lugares na maior parte dos indicadores, com destaque para a pontuação máxima nos indicadores de “Promoção da Educação Ambiental por Iniciativa do Município”; “Informação Disponível aos Munícipes” e “Qualidade do Ar e Informação ao Público”. Nesta avaliação, destaca-se ainda a apreciação de Guimarães muito próximo do máximo nos indicadores “Cooperação com a Sociedade Civil em Matéria de Ambiente e de Promoção do Desenvolvimento Sustentável”, “Qualidade da Água para Consumo Humano” e “Agricultura Sustentável e Desenvolvimento Rural”.

As candidaturas são pontuadas e somente os municípios que obtêm uma pontuação acima dos 50% é que recebem a Bandeira Verde. As pontuações entre os 40 e 50% dão direito a certificado e abaixo de 40% uma folha de participação. O índice “ECOXXI” sintetiza o resultado obtido em cada ano pelos municípios e para além de uma ferramenta de gestão da sustentabilidade, este programa da Associação da Bandeira Azul da Europa pretende traduzir o caminho a percorrer para atingir a meta dos 100%, ou seja, o percurso da sustentabilidade.

Do conjunto dos municípios candidatos apenas sete obtiveram um indicie ECO XXI igual ou superior a 80%: Guimarães, Loulé, Lousã, Águeda, Pombal, Alfândega da Fé e Loures.

Na Cerimónia ECO XXI 2018, realizada esta quinta-feira, 29 de novembro, todos os municípios foram convidados a aderirem à Rota pela Cidadania, projeto a realizar em parceria com as suas escolas, em especial  as Eco-Escolas,  que visa a sensibilização e educação das comunidades para as questões da Floresta e/ou Mar.

Sobre o ECO XXI

Este programa visa, a exemplo de outros projetos da ABAE, reconhecer e divulgar boas práticas como forma de concretizar uma ação pedagógica pela positiva, neste caso concreto junto dos municípios, considerados como agentes privilegiados de promoção do desenvolvimento sustentável.

O programa realiza a identificação e atualização de objetivos-alvo concretizados através de múltiplas metas subjacentes aos critérios dos diversos indicadores. Pretende avaliar o desempenho, mas também o caminho a percorrer no trabalho de construção da sustentabilidade.

As metas estabelecidas são revistas anualmente e baseiam-se, de uma forma geral, na legislação nacional e comunitária, ou na existência de convenções e protocolos internacionais, objeto de ratificação pelo Estado Português. Nesta perspetiva, o ECOXXI apresenta-se como uma ferramenta útil à gestão municipal, ao contribuir para a monitorização e aferição de ações e políticas em diversas áreas da sustentabilidade.