Guimarães transforma-se durante três dias na «capital da ciência» cardiovascular

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Entre os dias 18 e 20 de outubro

Pela primeira vez estarão reunidos 45 peritos mundiais nesta área da saúde e ciência para experimentarem um conjunto de vivências científicas no decurso do Congresso Internacional da Artery Society. Guimarães pode ser considerada a "capital da ciência", de acordo com Henrique Capelas, Presidente do Conselho de Administração do Hospital da Senhora da Oliveira.

O congresso é organizado pela Escola de Medicina da Universidade do Minho e o Centro para a Investigação e Tratamento de Hipertensão Arterial e Risco Cardiovascular do Serviço de Medicina Interna - Hospital de Guimarães - com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães, e juntará cerca de três centenas de médicos e cientistas de todo o Mundo, no Centro Cultural Vila Flor, entre os dias 18 e 20 de outubro.

Em conferência de imprensa realizada esta terça-feira, 09 de outubro, a vice-presidente da Câmara de Guimarães destacou o "papel facilitador" assumido pelo Município "na promoção do encontro e do conhecimento". Adelina Pinto evocou o exemplo deste congresso pelo "debate de ideias que serão um passo à frente e em parceria". O Congresso da Artery Society realiza-se pela primeira vez na Península Ibérica e Adelina Pinto realçou o posicionamento de Guimarães neste género de congressos internacionais através da promoção do território, do património e cultura, "fazendo com que muitos destes congressistas possam voltar a Guimarães para uma visita em família".

O presidente da Comissão Organizadora do Congresso Internacional, Pedro Guimarães Cunha, promete dias de intensa atividade onde aguarda "muitas inovações na abordagem aos pacientes e aos cidadãos que, em muitas ocasiões, estão em risco de desenvolver doenças cardiovasculares sem saberem". Pedro Cunha considera que "Guimarães ficará na memória por ser a cidade onde peritos de nível mundial se reuniram para definir estratégias globais". Destacou ainda o facto de, em paralelo ao Congresso, realizar um Simpósio Satélite com a participação de oito Sociedades Científicas Mundiais – em representação de continentes como América, Ásia ou Oceania.

Em representação do Hospital de Guimarães, Henrique Capelas, fez menção ao debate sobre "o futuro da medicina" e explicou "a discussão centra-se na aposta na prevenção da doença, através de orientações clínicas na doença cardiovascular que é uma das principais causas de morte".

A escolha de Guimarães para este encontro em muito se deve ao facto da Unidade de Hipertensão e Risco Cardiovascular do Serviço de Medicina Interna do CHAA ter sido distinguida como Centro de Excelência Europeu pela Sociedade Europeia de Hipertensão (SEH). Guimarães obteve o primeiro Centro Nacional de receber esta distinção, que em Portugal só foi atribuída a dois outros centros (Lisboa e Porto).