Presidente do Vitória quer garantir Liga Europa com o quarto lugar no campeonato

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O presidente do Vitória, Júlio Mendes, disse hoje que o clube quer apurar-se para a Liga Europa da próxima época, de preferência no quarto lugar da Liga, posição que perspetiva como a "melhor possível".

Sextos classificados, com 32 pontos em 20 jornadas, os vitorianos estão a dois do objetivo mínimo, o quinto posto, ocupado pelo vizinho Moreirense, e a sete da quarta posição, na posse do Sporting. O dirigente reiterou que a equipa está "forte desde o início da época", com possibilidades de chegar a quarto posto.

"Vamos lutar pelo melhor lugar possível. O nosso objetivo é um lugar europeu. Se for o quinto, será o quinto, mas se for o quarto, vamos lutar pelo quarto", disse, após a apresentação da comissão de revisão dos estatutos do clube, no Estádio D. Afonso Henriques.

O responsável admitiu que seria uma "tristeza muito grande" falhar o apuramento europeu via campeonato, depois das eliminações na Taça da Liga e na Taça de Portugal, mas mostrou-se pouco preocupado com o que a classificação diz neste momento e "otimista" perante as 14 partidas ainda por disputar na I Liga.

No rescaldo do encerramento do mercado de transferências, no qual o Vitória registou sete saídas e apenas uma entrada - o ala Rochinha, ex-Boavista -, ficando com um plantel de 24 elementos, Júlio Mendes frisou que o clube manteve o "núcleo fundamental", com "qualidade suficiente" para lutar pelos objetivos traçados, valorizando os jogadores excedentários.

Depois de o treinador Luís Castro ter admitido que queria um grupo com 26 jogadores e que dois alvos no último ‘mercado de inverno’ não puderam ser contratados, o dirigente assumiu que esses dois jogadores, sem referir nomes, não reforçaram o Vitória porque "os clubes que têm esses direitos sobre eles não permitiram que tal acontecesse".

Após ter dito, em dezembro, que o clube já perdera nove pontos devido a erros de arbitragem até ao jogo da 13ª jornada, com o Desportivo das Aves (1-1), Júlio Mendes voltou a frisar que, mesmo a "não ter razão em uma ou noutra situação", aqueles pontos dariam para uma "perspetiva diferente" da época em curso.

De acordo com o calendário do balanço das arbitragens de seis em seis jornadas, estabelecido no início da época, o Vitória deveria ter prosseguido essa análise antes do jogo com o FC Porto (0-0), mas Júlio Mendes justificou a decisão de não o ter feito com o ambiente gerado após as meias-finais da Taça da Liga, em janeiro.

"Na semana passada, teríamos de ter feito uma nova sessão, mas as declarações recentes extravasaram o razoável e levaram-nos a repensar tudo isto. Propusemo-nos a uma análise, com uma abordagem construtiva e com uma apreciação comparativa de critérios. Não queremos que se confunda essa nossa abordagem, feita de forma natural noutras ligas, com outro tipo de atitude no futebol", explicou.

O dirigente vitoriano lembrou ainda que o presidente do Braga, António Salvador, falou de arbitragens após a meia-final da Taça da Liga, frente ao Sporting, depois de o ter criticado por fazer os balanços de seis em seis jornadas.

O responsável considerou ainda que, decorrido quase um ano após umas eleições muito disputadas, nas quais derrotou Júlio Vieira de Castro, com 52% dos votos, em 24 de março, a "família vitoriana" está "unida", "dinâmica", a mostrar que o clube é o quarto maior do país "em termos de expressão social".

O presidente do Vitória disse também que a decisão de rever os atuais estatutos, datados de 2005, surgiu da perceção que a "realidade do clube se alterou de forma significativa", necessitando, por exemplo, de se adaptar à criação da SAD, em 2013, e também a questões como a igualdade de género, defendendo que as quotas devem ter o mesmo valor para homens, que pagam mais, e mulheres.

A comissão de revisão é presidida pelo advogado Luís Teixeira e Melo e inclui ainda os advogados Carlos Vasconcelos e Vasco Rodrigues, elementos ligados ao clube - Cristina Carvalho, vice-presidente do conselho fiscal, e Fernanda Oliveira, funcionária -, o antigo dirigente Raúl Rocha, e José Maria Gomes Alves, candidato a vice-presidente pela lista derrotada nas eleições de 2018.