Gala. Júlio Mendes quer assinalar o lugar onde o Vitória nasceu

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Clube entregou, pela primeira vez, emblemas de 75 anos de filiação

O presidente do Vitória, Júlio Mendes, revelou a intenção de "assinalar condignamente" o lugar onde o emblema vitoriano provavelmente nasceu.

O presidente vitoriano citou um texto do historiador vimaranense António Amaro das Neves para dizer que não há "margens para grandes dúvidas" que o clube, oficialmente fundado em 22 de setembro de 1922, surgiu na então Chapelaria Macedo, propriedade do primeiro presidente do clube, António Macedo Guimarães, e prometeu valorizar esse lugar, no Largo do Toural.

"A confirmarem-se tais fontes, fica o compromisso de, reunidos os consensos necessários, assinalarmos condignamente o local de nascimento do Vitória Sport Clube", reiterou, no discurso proferido durante a sétima edição da gala do clube, decorrida no Centro Cultural Vila Flor.

Nesse discurso, o dirigente reafirmou a necessidade da instituição acabar com o "estrangulamento" que sente na academia de futebol - tem três relvados naturais e três sintéticos -, de forma a garantir "as melhores condições para atrair e desenvolver talento".

Júlio Mendes já propôs, como soluções, a construção de uma infraestrutura que complemente a atual, em parceria com a Câmara Municipal de Guimarães, mas também da venda do complexo desportivo para poder financiar um novo, e sublinhou que o Vitória não pode "viver encostado ao orgulho de ter sido o primeiro clube português a ter uma academia" - ficou completa em 1997.

Antes da gala, o responsável máximo dos vitorianos realçou que a equipa de futebol, atual quinta classificada da Liga, com 18 pontos, está a crescer de forma "segura e sustentável" e, questionado sobre eventuais mudanças no «mercado de inverno», disse estar apenas focado "em ganhar todos os jogos até janeiro".

"Isso é que tem de ser a nossa preocupação. Quando chegarmos a janeiro, vamo-nos debruçar sobre essa matéria. Com certeza, seremos eficientes como temos sido noutras épocas", sublinhou.

No final do discurso, Júlio Mendes prometeu ainda que Guimarães vai estar ao nível da "exigência" organizativa que impõe a «final a quatro» da Liga das Nações, em Guimarães - o Estádio D. Afonso Henriques vai receber a meia-final entre Holanda e Inglaterra, em 06 de junho, e a atribuição dos terceiro e quarto lugares, em 09 de junho.

Durante a gala, o Vitória atribuiu 13 distinções, tendo, por exemplo, agraciado os futebolistas Pedro Henrique e Tyler Boyd, o treinador Vítor Campelos, que, na época passada, orientou a equipa B, na II Liga, e o futebolista Moreno e o basquetebolista Paulo Cunha, que terminaram as respetivas carreiras no ano anterior.

O clube distinguiu ainda três antigos presidentes, já falecidos - Egídio Pinheiro, Antero Henriques da Silva Júnior e Gil Mesquita - e entregou, pela primeira vez, emblemas de 75 anos de filiação, aos sócios Joaquim Barroso, Fernando Machado e José Luís Fernandes.