Treinador do Vitória quer prolongar “ciclo positivo” no clássico minhoto

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Jogo realiza-se esta sexta-feira

O treinador do Vitória, Luís Castro, afirmou esta quinta-feira que a equipa quer vencer o clássico com o Sporting de Braga, da 8ª jornada da Liga, para prolongar o bom momento que atravessa.

Depois dos triunfos sobre o Marítimo, para o campeonato (3-1), e o Valenciano, para a Taça de Portugal (7-0), os vitorianos, sétimos, vão receber esta sexta-feira o rival minhoto, em igualdade com o líder Benfica, num duelo que, para o técnico, vale três pontos, "uma imensa alegria" e a possibilidade dar continuidade à fase positiva.

"Estamos a passar um período interessante. Entrámos mal no campeonato, mas, se isolarmos os últimos cinco jogos do campeonato, estaríamos em quarto, a um ponto do segundo. Estamos bem e queremos que esse ciclo positivo se estenda no tempo", disse, em conferência de imprensa.

O técnico, de 57 anos, realçou que nem o resultado verificado em Guimarães na época passada - triunfo ‘arsenalista' por 5-0 -, nem a vantagem histórica vimaranense nos clássicos jogados em casa - 40 triunfos contra 13 do Braga, em 68 jogos oficiais - vão ter qualquer influência sobre o decurso e o resultado do jogo.

Luís Castro admitiu, no entanto, que o ‘fator casa' e o apoio dos adeptos podem ditar um ligeiro favoritismo vitoriano, mas lembrou que a formação treinada por Abel Ferreira está a conseguir, para já, manter o rendimento de anos anteriores, considerando que a equipa com "maior rigor" tem mais hipóteses de vencer.

"A inspiração dos jogadores é sempre determinante, mesmo num jogo coletivo. Mas essa inspiração nunca valerá tanto como a inspiração coletiva de uma equipa. A equipa que apresentar, quer no momento defensivo, quer no momento ofensivo, quer nas bolas paradas, um rigor máximo será a equipa que estará mais perto de ganhar o jogo", observou.

Ciente de que a equipa tem "capacidade" para se impor no duelo minhoto, até porque os jogadores estão com "mais confiança" face ao início da época, o técnico rejeitou ainda que marcar primeiro no clássico possa ser decisivo, recordando que o Vitória já ganhou depois de ter começado em desvantagem - no reduto do FC Porto (3-2) - e já perdeu pontos depois de estar a vencer - Vitória de Setúbal (1-1).

O treinador assumiu também que a equipa precisa de encarar o clássico com "serenidade e racionalidade", já que a rivalidade entre os dois emblemas transmite ao jogo uma "energia diferente" e é hoje potenciada pelo efeito das redes sociais, face ao período em que representou o Vitória como jogador, nas épocas 1985/86 e 1986/87.

"Esse fator é fundamental e potencia muito as rivalidades. Mas, já na altura [anos 80], a semana era vivida de forma muito especial ", recordou.

O Vitória, sétimo classificado, com 10 pontos, recebe o Sporting de Braga, segundo, com 17, pelas 21:15 horas de sexta-feira, no estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.