Taça Davis. Capitão da seleção nacional de ténis garante que «garra não vai faltar» na Bielorrússia

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O capitão da seleção nacional de ténis, Rui Machado, garante que "garra não vai faltar" a Portugal na eliminatória com a Bielorrússia, referente ao Grupo I da Zona Europa/África da Taça Davis, que vai decorrer em Minsk.

No piso rápido do Republic Olympic Tennis Center, em 13 e 14 de setembro, as duas equipas vão disputar o acesso à fase de qualificação da Davis Cup Finals de 2020 e Rui Machado assegura que "a equipa está bem" para tentar vencer uma eliminatória que determinará a descida ao Grupo II da seleção derrotada.

“Os nossos jogadores estão em forma e em bom momento. Sinto que a equipa está bastante disponível para encarar esta eliminatória da melhor maneira e com o maior profissionalismo possível. Estamos conscientes da dificuldade do objetivo, que é a vitória, mas acho que a equipa está bem", sublinhou à agência Lusa o capitão da formação das ‘quinas’.

Apesar de ter feito uma alteração à habitual equipa, optando por deixar de fora Gastão Elias, a recuperar de uma lesão no cotovelo, e convocar Frederico Silva, Machado considera que "os quatro convocados são os melhores para encarar esta eliminatória com a Bielorrússia".

"O João Sousa vem de um grande resultado no US Open, na vertente de pares, vem rodado e com vitórias. O João Domingues passou uma ronda do ‘qualifying' do US Open e fez um grande encontro na ronda seguinte contra um adversário bastante difícil. O Frederico Silva tem feito bons resultados nos torneios mais recentes do circuito Challenger e o Pedro Sousa recuperou a forma e tem alcançado também bons resultados nos últimos meses", explicou.

Confiante na "qualidade, profissionalismo, competência e entrega dos jogadores portugueses, que já demonstraram nos últimos anos que são capazes de fazer grandes resultados e grandes exibições", o capitão português mostra, contudo, estar consciente das mais valias da equipa adversária, que vai jogar em casa e nas suas condições.

"O piso é bastante rápido e a bola não salta muito. São as condições escolhidas por eles e vai-nos obrigar a um trabalho de adaptação, porque são pisos em que os jogadores não jogam normalmente no circuito profissional. Mas é o que temos e é com este piso que vamos tentar a vitória”, afirmou.

Além da superfície mais favorável aos anfitriões, Rui Machado destaca a qualidade dos adversários.

"Têm dois jogadores muito bons e que chegam à Taça Davis em forma. O número dois [Ilya Ivashka, 135.º ATP] já esteve no top-100 e fez um excelente US Open, tal como o número um [Egor Gerasimov, 119.º) que passou o ‘qualifying' e uma ronda. A Bielorrússia é um adversário de grande dificuldade", frisou.

Apesar de preferir não falar em favoritismos, "por haver muitas variáveis a ponderar, como o ‘ranking', que é bastante justo, o fator casa, que é muito importante, e a escolha do piso", Machado lembra que "os jogadores na Taça Davis, muitas vezes, superam-se e jogam acima daquilo que é o seu ‘ranking'".

"E é isso que vamos tentar fazer, jogar o nosso melhor, superarmo-nos nos momentos decisivos, para que os pontos importantes caiam para o nosso lado e possamos chegar à vitória", finalizou o capitão português da Taça Davis.