«Excentricidade» promove espectáculos de música em Moreira de Cónegos e Ponte

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Este sábado, 27 de julho

O programa de descentralização cultural «Excentricidade» promove este sábado, espetáculos de música nas vilas de Moreira de Cónegos e Ponte.

A partir, das 21:30 horas, a Igreja Paroquial de Moreira de Cónegos recebe a atuação dos Needle e Mister Roland.

Oriundos de Guimarães, os Needle são Soraia Silva, Luís Costa, Tiago Sousa, Kevin Mota e Xavier Araújo, e formam este projeto em 2017. A sua sonoridade situa-se algures entre o rock progressivo e o post-rock, com influências de Tesseract, Opeth e Porcupine Tree. Em 2018 sagram-se vencedores do concurso de bandas da Universidade do Minho e lançam o single de estreia “Misty Path”, que viria a integrar o EP “Converge”, editado no primeiro trimestre de 2019. Desde a sua formação passaram por palcos como Enterro da Gata, Laurus Nobilis Music, Metalpoint, São Mamede CAE, e asseguraram já lugar no cartaz do Comendatio Music Fest 2019.

Mister Roland é um contador de histórias que se inspirou no “sonho Americano” para descobrir o que era verdade nas décadas de 20/30 nos Estados Unidos continua a sê-lo um pouco por todo o mundo. Agora na Europa, a conquista pelo sonho continua a partir deste país à beira mar plantado. Após o sucesso do EP “Mayday” em 2017, “Trembling Giant” de 2019 é o seu primeiro longa duração, repleto de histórias calorosas e sons quentes do folk-rock, Mister Roland vai andar na estrada a provar o porquê de ser um dos INES Talents europeus. O músico Rolando Ferreira faz se acompanhar da sua Cabin Crew formada por Pedro Oliveira na Bateria, Paulo Azevedo no Baixo, Otávio Azevedo na Guitarra e Tiago Miguel Horta no Teclado.

À mesma hora, a Igreja Matriz de Ponte recebe a atuação de Dada Garbeck «Vox Humana».

Grupo vocal feminino dedicado ao canto a capella de canções de raiz tradicional. Habituadas desde pequenas a cantar, e cada qual vinda do seu canto do Mundo, acabaram por se encontrar no Porto, em 2012, e criar este ninho onde partilham o gosto pela música tradicional portuguesa e pelas composições de cantautores portugueses que nela se inspiraram como Zeca Afonso, José Mário Branco, João Loio e Amélia Muge, cujas canções integram atualmente o repertório do grupo. Na música tradicional portuguesa, para além da sua riqueza melódica e harmónica, atraiu-as sobretudo o facto de ela, ao traduzir o modo de viver de um povo, falando dos seus ofícios e costumes, ter o propósito intrínseco de juntar as gentes, criando um sentimento de partilha. Desejando interpretá-la com rigor artístico, procuram avivar-lhe a frescura por meio de novas harmonizações e arranjos polifónicos que exploram a sua complexidade, riqueza e profundidade e a remetem para o contexto da música atual.

O reportório do grupo inclui sobretudo música de tradição oral das várias regiões portuguesas, estendendo-se dos cânticos mirandeses de Trás-os-Montes às baladas açorianas, das cantigas de adufeiras da Beira Baixa ao Cante alentejano. Mas também há nele lugar para músicas tradicionais de outros países, como Espanha e Israel, ou para temas originais. Tal como no conto popular da Sopa de Pedra, a criação musical começa com uma base simples - uma pedra, uma tradição, uma melodia, um cantar – a que, ao longo do tempo, se vão adicionando novas facetas e novas vozes até surgir uma harmonia viva que, de cada vez que se canta, ou de cada vez que se junta um amigo, se reinventa.