Centro para os Assuntos da Arte e da Arquitetura acolhe duas exposições

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Até este sábado

«Tão Só o Fim do Mundo», de Paulo Aureliano da Mata, e «Cinco Tácticas de Ativação», de Tales Frey, são as duas exposições que estão patentes no Centro para os Assuntos da Arte e da Arquitetura, até este sábado.

As mostras compilam mais de 20 obras que pretendem questionar o lugar das ditas minorias numa economia excessivamente centrada no capital e na normatividade. 

Como uma maneira nítida de evocar a noção de que “a questão política é uma questão estética e, reciprocamente, a questão estética é uma questão política”, em uma sala do CAAA, o artista brasileiro Paulo Aureliano da Mata apresenta treze obras na sua mais recente exposição individual, cujo título é inspirado na obra de Jean-Luc Lagarce e por meio da qual traz conteúdos autobiográficos com um desejo profundo de comunicar algumas injustiças sociais, como é o caso da transexual brasileira Gisberta Salce – brutalmente assassinada em 2006 no Porto – e o avanço de um sistema opressor, como a releitura de uma de suas obras, contextualizando-a com a atual discussão sobre a Escola sem Partido no Brasil, ou vulgarmente Lei da Mordaça.

Já o artista brasileiro Tales Frey realiza a exposição «Cinco Táticas de Ativação», composta por obras sensoriais que colocam os corpos dos visitantes em convívio, trazendo à tona um problema basilar do pensamento político que consiste em propor garantias de vivências harmoniosas numa unidade comum, considerando as variadas singularidades, as dissemelhantes subjetividades.