2018 vai ser o ano com mais mortes de sempre em Portugal

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Tendo em conta os certificados de óbito emitidos até segunda-feira, e as médias de dezembro, vamos registar mais três a quatro mil mortes do quem 2016, ano em que morreram 110 573 pessoas. Envelhecimento da população e fenómenos como a onda de calor do verão justificam estes números, e não um aumento do risco de mortalidade.

As tendências que já se adivinhavam a meio do ano confirmam-se agora, 2018 vai ser o ano com mais mortes de sempre em Portugal. Até ao final de novembro tinham morrido quase 105 mil (104 882) pessoas no país, número que resulta do somatório de certificados de óbito emitidos por dia desde o início do ano, a que se juntaram mais cerca de três mil (3042) nos primeiros dez dias de dezembro. Resultado: quando ainda faltam contabilizar três semanas para o final de 2018, já morreram 108 mil pessoas, mais do que em qualquer ano anterior a 2015 e - tendo em conta as médias de dezembro - vamos registar mais três a quatro mil óbitos do quem 2016, o ano com mais mortes de sempre até agora (110 573).

Uma tendência em que Portugal está longe de estar sozinho na Europa, como mostra o El País esta terça-feira, ao noticiar que os primeiros meses de 2018 trouxeram um recorde de mortalidade em Espanha, acompanhado por níveis mínimos de nascimentos. Embora na natalidade Portugal esteja em recuperação em relação à primeira metade da década, havendo mesmo a indicação que este ano nasceram até outubro mais 1300 crianças do que em igual período de 2017 (dados do 'teste do pezinho'), ano em que nasceram, no total, 86 154 crianças.