Derby. Vitória diz que mudou zona destinada aos adeptos do Braga por indicação da PSP

  • Publicado em Atualidade
Clube vitoriano realça “uma estratégia de vitimização”

O Vitória afirmou hoje que a transferência dos adeptos do Braga para outra zona do Estádio D. Afonso Henriques, no clássico da 8ª jornada da Liga foi indicada pela PSP.

Em resposta ao comunicado dos bracarenses, no qual contestavam a mudança da bancada norte inferior para a superior, os vitorianos realçaram que o pedido de mais 500 bilhetes, além dos 1.000 inicialmente vendidos, a Polícia de Segurança Pública (PSP) considerou impossível instalar os adeptos na zona inicialmente prevista para o jogo de hoje, agendado para as 21:15 horas.

"Perante tais factos [a venda de 1.500 bilhetes], os representantes da PSP manifestaram que a bancada norte inferior - inicialmente indicada para colocação dos adeptos visitantes - não seria capaz de albergar a totalidade dos 1.500 adeptos, após a delimitação com faixas de segurança", lê-se na nota, publicada no sítio oficial do Vitória na Internet.

Os vitorianos dizem ainda que, depois de uma reunião, na quarta-feira, com a PSP, em que confirmaram àquela força policial que o "número de adeptos do Sporting de Braga seria igual ou superior a 1.500", avisaram o emblema bracarense que os adeptos arsenalistas "teriam de ser colocados na bancada norte superior", num contacto estabelecido entre os oficiais de ligação aos adeptos dos clubes.

"Se o número de bilhetes vendidos fosse igual ou superior a 1.500, os referidos adeptos seriam colocados na bancada norte superior, delimitando-se uma área de proteção mais ampla e proporcionando maiores condições de segurança", diz ainda a nota.

Na antecâmara de uma partida considerada de "risco elevado" pelo Comando Distrital da PSP de Braga, a SAD vitoriana considerou que a colocação dos adeptos do Braga na bancada norte superior vai ao encontro às exigências de segurança" do jogo.

O clube vimaranense disse ainda que a PSP ficou com a "posse de toda a informação necessária ao dimensionamento das forças de segurança" na primeira reunião entre as entidades, na terça-feira, e que a mudança de bancada foi norteada pela "segurança de todos os intervenientes e não por qualquer razão histórica ou de capricho suportado por interesses clubísticos".

O Vitória criticou ainda a postura do clube arsenalista, reiterando que "não aceita", "nem nunca aceitará alimentar debates acessórios sem qualquer base justificável", que apenas pretendem "respaldar uma estratégia de vitimização com objetivos políticos bem evidentes".