Um terço dos condutores que morreram tinha excesso de álcool no sangue

  • Publicado em Atualidade

Um terço (33,2%) dos condutores que morreram ao volante entre 2010 e 2015 tinha uma taxa de álcool no sangue igual ou superior ao valor permitido por lei para conduzir veículos particulares, 0,5g/l. E 24% conduziam mesmo numa situação considerada crime (igual ou superior a 1,2g/l), dizem os dados do Instituto de Medicina Legal, compilados pela Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP).

No total, tinham excesso de álcool 609 pessoas que morreram ao volante nestes cinco anos, das quais 440 circulavam com taxa crime de alcoolemia.

Os dados “são alarmantes”, constatou o presidente da PRP, José Manuel Trigoso. Ainda que os condutores identifiquem o álcool como o fator que mais pode provocar acidentes rodoviários, “isso não tem correspondência no seu comportamento”, disse nesta quarta-feira na apresentação da campanha de prevenção “Aprecie a condução sem álcool”.

Este é também um problema para quem anda a pé na estrada. Quase 20% dos peões que morreram entre 2010 e 2015 tinham uma taxa de alcoolemia que seria considerada ilegal se estivesse a conduzir. Para 16% seria mesmo crime. O que levou José Manuel Trigoso a redobrar o aviso: “Se beber não conduza, mas também não vá a pé. Procure alternativas seguras.”