Este verão houveram mais mortes por afogamento que no ano anterior

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Entre 1 de maio e 14 de setembro, morreram 20 pessoas nas praias do litoral e nas praias fluviais do interior do país, número que ultrapassa os 14 óbitos do mesmo período do ano passado e de toda a época balnear de 2016 (17 mortos entre 1 de maio e 30 de setembro).

Logo no dia 1 de maio, antes da abertura da época balnear, quatro pessoas morreram afogadas: um homem de nacionalidade cabo-verdiana na Costa da Caparica, um casal de espanhóis e uma turista austríaca que foram traídos por uma onda no areal da Nazaré e Póvoa do Varzim, respetivamente. Dois dias depois, a 3 de maio, uma jovem de 17 anos morreu afogada na praia da foz do Lisandro, na Ericeira. Em junho, houve mais três mortes em praias não vigiadas, sendo duas delas o caso de dois jovens em Espinho. Acresce que houve seis pessoas que morreram em praias sem vigilância, dentro da época balnear.

Estes dados são contrapostos pelo observatório da Federação Nacional de Nadadores Salvadores (FEPONS) que, no mesmo período, contabiliza 54 mortes por afogamento. A diferença explica-se pelo facto de contabilizar também os óbitos de mergulhadores no mar alto (sete), bem como de banhistas em barragens, lagoas e rios sem vigilância (14), piscinas públicas e privadas (7), poços (4) e uma numa praia fluvial não vigiada.