Alimentos em fim de validade devem ser vendidos em espaços próprios

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Está em fase de consulta pública a Estratégia Nacional e Plano de Ação de Combate ao Desperdício Alimentar, desenvolvido pela comissão nacional homónima, e que tem como objetivo último acabar com o desperdício de alimentos.

Do documento constam 14 medidas, que passam por ações de promoção de boas práticas e por uma maior orientação para a segurança alimentar, abrangendo ainda a publicação de estatísticas sobre desperdício alimentar.

Mas há, entre as sugestões consideradas no documento, uma que se destaca: “promover locais específicos para venda de produtos em risco de desperdício”, uma forma de “garantir que bens alimentares próximos da data limite de validade tenham um circuito comercial que assegure o seu consumo”.

A Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), mentora da iniciativa, tenciona que a falta de informação não seja um impeditivo para a compra de produtos em fim de vida e quer que todos os clientes possam aceder a eles com a mesma facilidade.

Alguns hipermercados que já adotaram esta medida – que não é obrigatória –, com vista ao escoamento de alimentos que teriam como destino o lixo. Note-se que, todos os anos, é desperdiçado em Portugal um milhão de toneladas de alimentos, sendo que a maior fatia (32%) deriva da atividade agropecuária e piscatória.