Baixa dose de aspirina pode reduzir risco de cancro da mama

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A equipa liderada por Leslie Bernstein, investigadora do City of Hope Beckman Research Institute em Monrovia, na Califórna, chegou a esta conclusão depois de analisar os dados de cerca de 57 mil mulheres, que faziam parte de um estudo que monitorizou a saúde de mais de 133 mil professores e funcionários do setor da educação na Califórnia desde 1995.

Em 2005, as participantes foram submetidas a questionários onde davam informações detalhadas sobre o consumo da aspirina e de anti-inflamatórios não esteroides. Passado oito anos (2013) 1457 mulheres desenvolveram cancro da mama invasivo e a equipa de investigação descobriu que as mulheres que usaram aspirina de baixa dose (81 miligramas) pelo menos três vezes por semana estavam 20% menos propensas a desenvolver o cancro da mama.

O estudo foi publicado recentemente na revista científica «Breast Cancer Research» e os seus autores defendem que a aspirina poderá ser o comprimido ideal para a redução desta doença. Foi com isto em mente que os investigadores decidiram estudar melhor o caso, de modo a entender de que forma é que a baixa dose deste fármaco poderia afetar os recetores hormonais.