Ambiente. Pedidos de patentes «verdes» aumentaram em 2015

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O número de pedidos portugueses de patentes «verdes» registou um “decréscimo significativo” desde 2010, mas em 2015 aumentou, principalmente na área dos resíduos, revela o Relatório do Estado do Ambiente.

“Desde 2010 que se assiste a «um decréscimo significativo» do total [de pedidos de patentes amigas do ambiente], situação que se alterou em 2015 quando se registaram 35 pedidos a partir de Portugal”, refere o documento.

O Relatório do Estado do Ambiente (REA) 2016, com dados referentes a 2015, divulgado no site da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), aponta para 2015, um aumento para valores semelhantes aos verificados em 2008 e 2011.

Além do aumento do número de pedidos nacionais de patentes «verdes» registado, verifica-se também uma subida no seu peso no número total de pedidos nacionais, embora não tão evidente.

A percentagem de pedidos de patentes «verdes» face ao número total de pedidos nacionais de patente apresentados em Portugal tem variado, desde 2000, entre 1% e 11,2%, e o valor mais baixo foi atingido em 2010.

Em 2015, as tecnologias «verdes» mais descritas em publicações nacionais de patente estão relacionadas com as áreas técnicas dos resíduos, colocando em segundo lugar as tecnologias relacionadas com a energia e o saneamento de águas residuais.

As soluções técnicas relacionadas com a energia são as que têm maior expressão nas patentes europeias validadas em Portugal, seguindo-se as relacionadas com a agricultura e os resíduos, acrescenta o REA.