Gripe deste ano pode ser grave e DGS apela à vacinação

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O H3N2, associado a um maior número de óbitos, já foi detetado em doentes este ano e deverá ser o vírus predominante neste inverno.

Os hospitais já começaram a receber os primeiros casos de gripe e entre os vírus identificados está o do tipo A (H3N2), que no passado causou alarme porque as estirpes que circulavam não estavam contempladas na vacina usada em Portugal. Este poderá ser o vírus predominante neste inverno, mas, segundo a virologista Raquel Guiomar, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), aquele que tem circulado está incluído na estirpe da vacina deste ano. A Direção-Geral da Saúde mantém o apelo à vacinação. “A gripe pode ser grave”, alerta Graça Freitas.

Na semana passada, a atividade gripal ainda era considerada “esporádica”. De acordo com o relatório do INSA, a taxa de incidência de síndroma gripal foi de 12,1 por 100 mil habitantes. Até agora, “foram detetados vírus da gripe do subtipo A (H3) e do tipo A (não subtipado)”. Raquel Guiomar, responsável pelo Laboratório Nacional de Referência para o Vírus da Gripe do INSA, diz que “o vírus do tipo A H3N2 parece ser o predominante, mas ainda há poucos dados a nível nacional e na Europa. Nem sempre o vírus detetado no início é o predominante. É sempre muito imprevisível o que podemos encontrar em cada inverno”. No entanto, explica, o facto de este vírus não ter tido expressão no inverno passado “é um indicador de que possa circular com sucesso” neste inverno. “É mais um ponto a favor”. De qualquer forma, este é um dos três vírus que estão contemplados na vacina que está a ser administrada em Portugal. “Tudo indica que será semelhante ao que está incluído na vacina deste ano”.