Guimarães. CIAJG recebe ciclo expositivo até 31 de dezembro

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Duas exposições patentes até ao final do ano

O Centro Internacional das Artes José de Guimarães tem patente, até 31 dezembro, um ciclo expositivo, composto pelas mostras “Objectos Estranhos: ensaio de proto-escultura” e “Caminhos de Floresta [sobre arte, técnica e natureza]”.

A exposição “Objectos Estranhos: ensaio de proto-escultura” reúne um amplo conjunto de peças do património religioso, popular e arqueológico da região de Guimarães, fazendo-as dialogar com peças de artistas contemporâneos.

Através da extensa paisagem de objetos expostos – que vão desde as pinturas de Mestre Caçoila até ex-votos em cera, passando por peças notáveis de alguns dos mais significativos espólios museológicos do Concelho, como é o caso de S. Torcato, S. Francisco ou Fermentões – pretende-se celebrar a riqueza, a pluralidade e a idiossincrasia de uma terra muito densa, através não só da reunião desses objetos mas, igualmente e sobretudo, de uma plêiade de convidados que, no âmbito e no interior da exposição, ajudarão a perceber as crenças, os hábitos e rituais que organizam a vida das pessoas.

Esta exposição, cuja curadoria pertence a f.marquespenteado e Nuno Faria, conta com obras de Mestre Caçoila e Musa Paradisíaca e ainda peças das coleções do Museu de Alberto Sampaio, Sociedade Martins Sarmento, Museu da Agricultura de Fermentões, Venerável Ordem Terceira de São Francisco, Associação Artística da Marcha Gualteriana, Igreja de São Domingos e obras gentilmente cedidas por colecionadores particulares.

“Caminhos de Floresta [sobre arte, técnica e natureza]”

“Caminhos de Floresta [sobre arte, técnica e natureza]”propõe ao espetador uma reflexão sobre a arte. Para o filósofo alemão Martin Heidegger, de cuja obra o título desta exposição é pedido de empréstimo, a produção artística é uma forma de posicionamento do homem perante a natureza. Aqui pergunta-se o que significa produzir arte.

Esta exposição reúne, assim, um conjunto de aproximações e de diálogos com uma certa ideia de natureza, enquanto tematização do diverso, daquilo que nos é estranho, e de como a podemos vir a traduzir, a compreender e a habitar. O tronco de árvore, figura e presença arquetípica e paradigmática desta exposição e de uma extensa porção da criação artística, é corpo e casa, duplo e útero.