Portugal perde 19 milhões só com falsificações de vinho

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bservatório comunitário da propriedade intelectual estima que a contrafação de vinhos e bebidas espirituosas faça perder 4800 empregos na Europa e 1,3 mil milhões de receitas

Portugal perde, todos os anos, 19 milhões de euros com a contrafação de vinhos, um valor que chega aos 27 milhões se somarmos as falsificações de bebidas espirituosas. Os dados são do mais recente relatório do Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO), que estima que as perdas das indústrias legítimas da Europa ascendam a 1,3 mil milhões de euros, qualquer coisa como 3,3% das vendas. E são 4800 postos de trabalho que se perdem.

A falsificação só faz sentido para artigos de luxo, onde a margem de lucro é muito elevada, lembra Pedro Portugal Gaspar, inspetor-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Ter um Pêra Manca na garrafeira “é como ter uma obra de arte”. Para uma rede de contrabando, vender este vinho especial alentejano no mercado digital é muito lucrativo. Os preços podem chegar facilmente aos 350 euros. Depois de investigar, a ASAE apreendeu, há menos de um mês, 1700 garrafas de Pêra Manca, tinto, da colheita de 2010, bem como rótulos e cápsulas contrafeitas. Tudo no valor aproximado de 250 mil euros.