Temperaturas vão ultrapassar os 40º, DGS recomenda proteção e muita hidratação

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As temperaturas vão subir para valores superiores a 40º, pelo que a Direção-Geral da Saúde (DGS) alertou para a necessidade de a população se hidratar, bebendo muita água, proteger-se do calor e ter cuidados com as intoxicações alimentares.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, a partir deste sábado, uma subida acentuada dos valores das temperaturas máxima e mínima, entre os 32º e os 42º e os 20º e os 26º, respetivamente.

Domingo será, previsivelmente, o dia mais quente, com a temperatura máxima a chegar aos 42º/43º, esperando-se ainda uma sequência de 3/4 dias com temperaturas altas e dias e noites muito quentes.

Por isso, a subdiretora-geral da Saúde, Graça Freitas, alertou para a necessidade de ter cuidados preventivos para evitar a desidratação, já que com as temperaturas extremas adversas, sobretudo se as variações forem bruscas, o corpo perde a sua capacidade de regular a temperatura.

Esta situação é particularmente grave nos idosos e nos doentes crónicos, que não têm mecanismos de regulação térmica tão afinados como as pessoas mais jovens e saudáveis.

Graça Freitas chamou a atenção para a necessidade de beber muita água ao longo do dia, tisanas, sumos naturais e consumir frutas e hortícolas.

Entre as bebidas são desaconselhadas as que contêm cafeína, as açucaradas, ou as alcoólicas, devendo ser consumidas com moderação “porque levam a que o organismo não poupe água”.

Outra medida fundamental, para se perder o mínimo de líquidos possível, é proteger o corpo do calor, com roupas frescas e largas, e manter a casa e o local de trabalho frescos, nomeadamente fechando portadas e janelas durante o calor e abrindo-as quando a temperatura baixa, nos casos em que não haja ar condicionado.

Como o calor propicia o consumo de alimentos mais frescos, como saladas, a responsável alertou para o risco de consumir molhos como as maioneses (que se estragam facilmente com o calor), que podem provocar intoxicações alimentares e, consequentemente, desidratação.

Graça Freitas apelou ainda a que as pessoas mais fragilizadas, como os doentes e os idosos, que não tenham capacidade sozinhas de beber água sem terem vontade, sejam ajudadas por familiares, amigos ou vizinhos.