Calor não fez aumentar mortalidade, mas autoridades reforçam apelos

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O calor não provocou para já um aumento da mortalidade, registando-se nestes dias menos mortos do que os assinalados no ano anterior, mas as autoridades vão reiterar os apelos para a população aplicar e intensificar as medidas de prevenção.

O diretor-geral da Saúde, Francisco George, disse à Lusa que, tal como aconteceu no sábado passado, as recomendações divulgadas parecem estar a ser acatadas pela população, pois não existe para já um aumento de mortalidade ou de hospitalizações devido às altas temperaturas.

"Não há sinais de aumento da mortalidade, nem sequer nos grandes idosos", disse Francisco George, anunciando que a DGS vai retomar os avisos à população, nomeadamente através de mensagens difundidas por rádios locais, no sentido desta continuar a adotar e até a intensificar as medidas de prevenção.

"Muitas vezes os problemas [de saúde associados ao calor] não aparecem logo, pelo que é necessário continuarem a ser tomadas medidas", prosseguiu.

A DGS recomenda a adoção de medidas gerais de prevenção destinadas à população em geral e medidas específicas para pessoas mais vulneráveis aos efeitos do calor, nomeadamente as crianças nos primeiros anos de vida, pessoas com 65 ou mais anos, portadores de doenças crónicas, pessoas que desenvolvem atividade no exterior (expostos ao sol ou ao calor), praticantes de atividade física e pessoas isoladas e em carência económica e social.

As recomendações da DGS vão no sentido da população manter o corpo hidratado e fresco, manter-se protegida do calor, utilizar protetor solar com fator igual ou superior a 30, ter a casa fresca. As pessoas devem estar especialmente atentas e proteger-se se tiverem algum problema de saúde.