“Estes crimes acontecem em famílias de todos os estratos sociais”

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Rede de apoio especializado acompanhou, desde o início do ano, uma centena de menores. 48% são familiares diretos do agressor.

Desde o início do ano, a Associação de Apoio à Vítima (APAV) está a acompanhar uma centena de crianças vítimas de abuso sexual: 28,2% das crianças apoiadas são filhos ou filhas do autor ou autora dos crimes, 23,3% enteados ou enteadas e 9,7% sobrinhos. Metade dos crimes foram cometidos por familiares.

“Mães e pais perversos, pessoas perturbadas. Madrastas e padrastos, tios. Acontece tudo isso”, descreve, a respeito dos agressores, Bruno Brito, gestor da rede Care, criada para ajudar vítimas menores de abusos sexuais, ativa desde o início do ano e que hoje divulga o balanço do trabalho desenvolvido em Lisboa. “Estes crimes acontecem em famílias de todos os estratos sociais”, explica o psicólogo. E prova disso são as conclusões extraídas de 103 casos de crianças acompanhadas, que ajudam a fazer um retrato da realidade nacional.