“O cyberbullying é mais frequente do que se poderia pensar”

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Três especialistas portugueses publicam livro para pais e educadores. A ideia é ajudar a prevenir e a combater os abusos de poder e os atos de discriminação através da Internet

A maior parte das vezes silenciado pelas próprias vítimas, o cyberbullying - abuso de poder e agressões emocionais de vários tipos que ocorrem através do espaço digital - atinge hoje entre 10 a 20% dos jovens portugueses, “mas a sua verdadeira prevalência não se conhece”, afirma Tito de Morais, um dos autores do livro “Cyberbullying, Um Guia para Pais e Educadores”, lançado esta sexta-feira em Lisboa.

Destinado a pais, professores e educadores, o livro, do qual são também autores Sónia Seixas e Luís Fernandes, pretende ser “uma ferramenta” para combater o cyberbullying e prevenir a sua repetição, porque estas são situações que deixam marcas psicológicas profundas nas suas vítimas.

“O cyberbullying é mais frequente do que se poderia pensar, mas é difícil dizer neste momento qual é a sua prevalência em Portugal”, afirma Tito de Morais, que desenvolve, desde 2003, na Internet, o projeto Miúdos Seguros Na.Net (http://www.miudossegurosna.net), que visa contribuir para a utilização segura da Internet por parte dos mais jovens, e que lhe permitiu reunir, nestes 13 anos, um conjunto vasto de informação e de experiência sobre o tema.