Júlio Mendes não gostou da arbitragem de João Capela

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Presidente diz que já falou com o árbitro

Júlio Mendes deu voz à indignação pela atuação do árbitro João Capela, que expulsou João Teixeira ainda na primeira parte do jogo entre Vitória e Paços de Ferreira. “Estou aqui para vos dizer e ao país do futebol que, infelizmente, hoje, tivemos o que não dever ser um espetáculo de futebol. Em tempo útil, de jogo jogado, tenho dúvidas que se enquadre na média normal de um jogo da I Liga. Sentimos que o Vitória foi claramente prejudicado por uma decisão mal tomada no final da primeira parte. Não quero com isto dizer que tenha havido intenção de prejudicar quem quer que fosse. O facto é que, e já vimos as imagens, há uma expulsão que condiciona todo o jogo. Isso desagrada-nos, já tive oportunidade de dizer ao árbitro o que estou aqui dizer, gosto de ser frontal, não andar a dizer as coisas pelas costas. Ele sabe o que aqui estou a dizer, sabe o desagrado”, disse o líder vitoriano.

“No ano passado tivemos um jogo no Bessa apitado pelo mesmo árbitro que correu bastante mal, sentimo-nos contrariados, fiz uma declaração a dizer que não tinha condições para apitar os nossos jogos. Foi nomeado, demos o beneficio da dúvida, porque acreditamos nas instituições e fomos prejudicados numa fase do campeonato em que estamos a lutar por um lugar nas competições europeias. O que disse Capela? O que esperava que dissesse, que a avaliação que fez foi em cima do lance, que lhe pareceu que foi a decisão que tinha de tomar. Disse-lhe que não entendemos que tenha sido feito de forma propositada, mas condicionou o jogo e o resultado final”, disse ainda Júlio Mendes.

“Quando vi esta nomeação, fiquei surpreendido, mas confio nas instituições e nas pessoas. Tive também a oportunidade, antes do jogo de conversar com o árbitro e dizer que estava surpreendido com a nomeação. A opinião que tinha sobre o árbitro mantém-se. Nada temos contra ele, mas, voltou a ficar aquém do nível da exigência desta Liga. Queremos os melhores, os que sejam os mais competentes. Quando dizemos que não o queremos ver a apitar jogos do Vitória, não é por querermos tirar vantagem disso, não é nada contra a pessoa, mas é preciso um bocado mais, exige-se um bocado mais”, concluiu.