Viciados no jolgo pedem para ficar fora dos casinos

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Só no ano passado, 533 frequentadores de casinos tomaram a iniciativa de travar a sua própria entrada em salas de jogos, recorrendo à requisição prevista na lei.

Reconhecem ter um comportamento compulsivo, estão viciados, trocaram a escala de prioridades, levantaram o dinheiro destinado à renda para apostar, entre tantas outras histórias de vertigem económica. Sabem tudo isso, mas não resistem à atração e dão por eles enfiados no carro para se dirigirem submissamente ao casino.

E são cada vez mais nesta situação: em 2014, a Inspeção dos Jogos recebeu 488 pedidos de interdição em nome próprio. Em 2012, tinham sido 479. Em 2010, apenas 264. O pedido de autoexclusão costuma coincidir com um momento de desespero momentâneo, em que o sujeito se sentiu a bater no fundo, resultado de uma má noite de jogo ou de várias semanas de fracasso.