“Só se deve ter telemóvel quando há necessidade de comunicar sem ser por outras vias”

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Qual será a idade mais acertada para oferecer o primeiro telemóvel ao seu filho? Os especialistas são unânimes: uma prenda destas deve corresponder a uma necessidade efetiva - como por exemplo, se o seu filho passar a andar de transportes públicos sozinho, ou se for para um campo de férias e precisa de estar contactável - e não a um argumento do género “mas todos os meus amigos têm...”. O pediatra Mário Cordeiro defende que “só se deve ter telemóvel quando há necessidade de comunicar sem ser por outras vias. As necessidades criam-se, a todos os níveis”, lembra. “E é bom saber estar consigo próprio, tentar que a comunicação “olhos nos olhos” substitua o virtual e saber não ser órfão do telemóvel, da televisão ou das redes sociais.”

O que é um facto é que cada vez mais crianças têm telemóveis pessoais - e cada vez mais cedo. Na vizinha Espanha, mais de 25% dos meninos de 10 anos tem um, e aos 15 anos, o valor aumenta para 63%. Para os pais, aqui ficam alguns conselhos de regras a implementar.