Fibrenamics Green. Concurso da UMinho desafia a inovar com resíduos

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Termina esta sexta-feira

A plataforma Fibrenamics Green da Universidade do Minho desafia até esta sexta-feira, 30 de junho, os profissionais e aspirantes das indústrias criativas a apresentarem ideias inovadoras com base em resíduos. O concurso “Call for creativity” tem as categorias “Fibre” e “Wood” (fibra e madeira). Os respetivos vencedores, anunciados a 7 de julho, vão ter direito a receber 500 euros, desenvolver o seu produto e apresentar publicamente o projeto.

O júri vai valorizar o mérito, a inovação, a criatividade, a sustentabilidade e a exequibilidade técnica, distinguindo as melhores soluções e com novas utilidades, formas, toques, acabamentos ou emoções. A iniciativa visa ainda contribuir para a afirmação da produção criativa em Portugal, nomeadamente nas áreas do calçado, construção, têxtil, mobiliário e transportes.

Os candidatos devem estar inscritos na nova rede interdisciplinar Green Think Tank (GTT), em green.fibrenamics.com/green-think-tank. Trata-se de um “tanque” de partilha e discussão de ideias, de promoção de soluções sustentáveis e de oportunidades que destaquem as competências dos seus membros ligados à indústria criativa, como os designers, arquitetos e artistas plásticos. “Este é um convite para os jovens serem atores, e não consumidores, da nova sociedade e ainda uma oportunidade para as empresas nacionais vislumbrarem o que será esse futuro”, define o embaixador do GTT, David Bota, também ligado à Barcelona School of Design and Engineering.

O projeto de inovação sustentável Fibrenamics Green está sediado no campus de Azurém, em Guimarães, sendo promovido pela Plataforma Internacional Fibrenamics e pelo CVR – Centro para a Valorização de Resíduos. Tem um investimento de 552 mil euros, cofinanciado pelo FEDER e Norte 2020, e visa a incorporação e valorização de resíduos de várias indústrias. Esta iniciativa tem apoiado projetos nas áreas da arquitetura, construção, desporto, medicina, proteção, transportes e têxteis-lar, na sua maioria desenvolvidos com agentes industriais, que resultaram em diversos produtos presentes no mercado.

[ Artigo originalmente publicado no dia 16.06.2017 e atualizado esta sexta-feira, 30.06.2017 ]