Contextile 2018. Guimarães apresenta a arte em território de cultura têxtil

  • Publicado em Cultura
Entre 01 de setembro e 20 de outubro

O programa da Contextile 2018 é composto por diversas atividades, sendo possível dividir a atenção pela Exposição Internacional com mais de 50 artistas selecionados após concurso, exposições de artistas, países convidados, residências artísticas, reflexão e debate nas TextileTalks, assim como os Workshops “Experimentar o Têxtil”.

Para além disso, a Bienal convidou Ann Hamilton, artista norte-americana sobejamente conhecida no contexto da arte contemporânea internacional, que realizará uma intervenção na cidade de Guimarães em grande escala, expressando a interligação da arte contemporânea e o têxtil e com a sua envolvente de território e espaço.

Envolver e incitar a cooperação entre o património e indústria têxtil e a criação artística contemporânea é um objetivo claramente definido pela Contextile, pretendendo demarcar Guimarães como Território de Cultura Têxtil. Na apresentação, a vice-presidente da Câmara Municipal defendeu essa ideia na apresentação do evento. “Guimarães foi, é e será um território de têxtil e também está muito centrado na cultura. Este casamento entre a cultura e o têxtil tem de continuar a ser alimentado para assumir Guimarães como um território de cultura têxtil”, referiu Adelina Pinto.

O diretor da Contextil, Joaquim Pinheiro, apontou a “subida da fasquia” nesta 4ª edição do evento. Mencionou o “envolvimento com a indústria têxtil, a comunidade” e essencialmente a intervenção no espaço público com a participação de artistas de renome internacional.

Com inauguração marcada para o dia 1 de setembro e encerramento a 20 de outubro, a Contextile 2018 - Bienal da Arte Têxtil Contemporânea reunirá em diferentes espaços culturais e públicos da cidade de Guimarães, artistas e obras de todo o mundo.

Em 2018 a Bienal centra-se no conceito de (In)Orgânico, transversal a todas as criações artísticas e conteúdos programáticos. “O orgânico é compreendido como algo que está vivo, arraigado e resulta do acumular de camadas… Isto poderá relacionar a intervenção como processo – entrelaçando e deslaçando – sendo o órgão tão fundamental para o corpo como a comunidade é um elemento essencial na sustentabilidade de um território”.