Guimarães acolhe a preparação do derradeiro ato da peça “A Escuridão ao Fim da Estrada”

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Na Black Box da Fábrica Asa

Guimarães foi a cidade escolhida para acolher a preparação do derradeiro ato da peça, “A Escuridão ao Fim da Estrada”, o qual cruza a tradução anónima de cordel com o texto original de Molière. 

O encenador Luís Miguel Cintra regressa ao trabalho com um grupo de atores que, ao longo de 2017, visitou as cidades do Montijo, Setúbal, Viseu e agora Guimarães, e que em cada uma delas partilhou com os espetadores as diferentes fases de preparação do espetáculo “Um D. João Português”.

Na versão portuguesa, é o homem quem acaba por ser vencido pela mulher que generosamente o perdoa e força o casamento. Na versão em causa, é a doce argumentação de Elvira que tortura a consciência de D. João e desemboca numa cena de fantasmagoria com espetros e outros acontecimentos espetaculares, transformando o casamento da versão portuguesa numa mascarada de Halloween.

A residência artística decorre na Black Box da Fábrica Asa, entre 04 e 12 de dezembro. A apresentação final do trabalho desenvolvido na residência será aberta ao público nos dias 13 e 14 de dezembro, às 21:30 horas, no mesmo local, aguçando assim a curiosidade e a expetativa relativa à versão integral do espetáculo, que terá estreia absoluta a 19 e 20 de janeiro, no palco do Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor.

“Um D. João Português” é uma coprodução da Companhia Mascarenhas-Martins, do Teatro Viriato e do Centro Cultural Vila Flor.