Jazz. «Jan Garbarek Group» atua quinta-feira no Centro Cultural Vila Flor

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No Grande Auditório, às 21:30 horas

A edição 2017 do Guimarães Jazz prossegue esta quinta-feira, com o regresso do saxofonista norueguês Jan Garbarek, considerado um dos mais distintivos representantes do chamado «som ECM», relativo à prestigiada editora com o mesmo nome. O concerto de «Jan Garbarek Group» está agendado para as 21:30 horas, no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor.

Com uma longa carreira de quase cinquenta anos, não apenas no jazz mas também no campo da música clássica e da world music, Garbarek é hoje consensualmente reconhecido como um nome incontornável da música contemporânea, enquanto compositor e como membro de formações marcantes das últimas décadas, ao lado de eminentes figuras do jazz como Keith Jarrett, Ralph Towner, John Abercrombie, Kenny Wheeler ou Charlie Haden, entre outros.

A aproximação de Jan Garbarek aos territórios da world music, motivada pela ambição do saxofonista de expansão dos horizontes da sua música, tornou-se progressivamente mais profunda com o passar do tempo, tendo dado a origem a relações de cumplicidade artística com diversos músicos não-ocidentais, praticantes de uma música firmemente ancorada nas raízes da sua tradição cultural e musical.

É esse o caso deste quarteto que se apresenta no Guimarães Jazz, o qual inclui, para além do próprio Garbarek e alguns dos seus habituais colaboradores, nomeadamente o contrabaixista Yuri Daniel (músico com uma conhecida ligação a Portugal), o teclista Rainer Brüninghaus e o virtuoso percussionista indiano Trilok Gurtu.

 Instrumentista de notáveis recursos técnicos, Trilok Gurtu colaborou ao longo dos anos com uma lista impressionante de nomes incontornáveis do jazz, como Don Cherry, Joe Zawinul, Dave Holland, Pharoah Sanders ou John McLaughlin, bem como de outras latitudes musicais, como o rock, a pop, a música eletrónica e a world music, entre os quais Youssou N`Dour, Salif Keita, Cesária Évora, Bill Laswell, Gilberto Gil, entre muitos outros.

A sensibilidade musical de Jan Garbarek, centrada numa abordagem textural e abstratizante do jazz, encontra neste quarteto um ponto de confluência de linguagens capaz de criar uma música evocativa e expansiva, desenvolvida a partir de um diálogo aberto e sem fronteiras entre sons e idiomas culturais, e que constituirá, sem dúvida, um dos pontos altos desta edição do Guimarães Jazz.

 [ Artigo originalmente publicado no dia 13.11.2017 e atualizado esta quinta-feira, 16.11.2017 ]