4ª edição do WestWay Lab Festival em Guimarães arranca no início de abril

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De 05 a 08 de abril

O Westway Lab Festival está de regresso para a 4ª edição que decorrerá de 05 a 08 de abril. O cartaz conta com uma programação variada que contempla Residências Artísticas, Conferências PRO, Talks, Showcases e Concertos, integrando ainda o cinema, uma novidade que se traduz no concretizar de mais uma relação internacional, desta vez com o reputado South by Southwest Festival (SXSW).

Este ano, uma das grandes novidades propostas será a polinização da música – arte central do festival – pelo cinema, no concretizar de mais uma relação internacional, desta vez o reputado South by Southwest Festival (SXSW), convidando dois representantes do mesmo para um painel especial sobre o SXSW e SXSW Film em parceria com a Associação Empresarial WHY Portugal.

O Westway Lab Festival arranca com as Residências Artísticas que têm lugar no Centro de Criação de Candoso (CCC) entre 27 de março e 04 de abril. Este é um dos vetores mais distintivos do festival, cujo resultado é dado a conhecer ao público nos Showcases que terão lugar no Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor (CCVF).

Um dos momentos igualmente mais diferenciadores do Westway Lab são as Conferências PRO, que acontecem de 05 a 08 de abril no Palácio Vila Flor. Com o apoio da AMAEI e da Fundação GDA, estas conferências redobram os seus esforços para incentivar a partilha de conhecimento do mercado da música entre profissionais de topo e as comunidades de artistas, nacionais e internacionais. Este ano, no centro do debate estará a indústria musical Francesa e Sueca, dois casos ímpares de sucesso no mercado europeu. Como oradores contam-se, entre outros, Sara Thorstensson e Linda Brandemark da BILDA e Mattias Tell, do KulturUngdom. De notar que a estas sessões chegam também Mirko Whitfield, representante europeu do SXSW, e Claudette Godfrey, da SXSW Film, que vêm a Guimarães para falar da essência do South by Southwest Festival (SXSW).

Nos dias 05, 06 e 07 de abril, às 18h00, as Talks são o primeiro momento de abertura dos artistas após uma semana de criação em Candoso (CCC). Estes encontros, que proporcionam um primeiro contacto com o público, têm lugar em alguns dos mais emblemáticos locais da cidade de Guimarães. Este ano, e como tem vindo a ser habitual, renovam-se as conversas descontraídas no Tio Júlio e no Cor de Tangerina, acrescendo um local a esta iniciativa, o mítico Café Milenário. A vibração destes encontros é cada vez mais forte e impactante na história do festival, porque geram novas ideias com possível implementação futura.

O Café Concerto do CCVF recebe os Showcases nos dias 05 e 06, às 21h30, momento do festival em que o público é confrontado com o resultado de vários dias de trabalho e troca de experiências que tiveram lugar no Centro de Criação de Candoso. Na noite de 05 de abril, o palco está reservado para as atuações de Jaran com Yafeni e Buslav com Urso Bardo. Terminados estes showcases, segue-se o concerto dos The Mondanes, um dos mais excitantes novos projetos da cena musical sueca. No dia seguinte, no mesmo local e à mesma hora, decorrem os showcases dos The Courettes com Nick Suave, seguidos de Pedro Coquenão (Batida) com Guillermo (Primitive Reason) e com Juju (Terrakota). Depois destas atuações, são os noruegueses Yuma Sun, conhecidos pela sua entrega em palco, que tomam conta do Café Concerto. 

No dia 07 de abril, às 22h00, o Grande Auditório do CCVF recebe um espetáculo único que nasce de um desafio lançado pelo próprio Westway Lab Festival. Quest, projeto de Joana Gama e Luís Fernandes que cruza o piano e a eletrónica, apresenta-se com uma nova colaboração, desta vez com a Orquestra de Guimarães. O duo aventura-se por novos caminhos e tira a Orquestra da sua zona de conforto. Neste trabalho original para piano, eletrónica e ensemble – que conta com a cumplicidade de José Alberto Gomes na orquestração e arranjos – amplifica-se e complexifica-se a sonoridade que caraterizava “Quest”.

No mesmo dia, às 23h00, chega-nos da Polónia Buslav para apresentar o seu disco de estreia no Café Concerto do CCVF. Este compositor, letrista e multinstrumentista mistura na sua música a eletrónica, a pop e um lado mais acústico, ingredientes que originam concertos que são uma viagem em espiral emocional que tão depressa apelam ao lado mais melancólico como, de seguida, transformam a sala de concertos numa festa.

Este ano, uma das grandes novidades do festival tem lugar no dia 08, entre as 15h00 e as 18h30, momento em que o Westway Lab Festival cresce em direção à cidade com os City Showcases, que acontecem no CAAA (Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura), no Convívio Associação Cultural, no Bar da Ramada e no All Guimarães. Esta iniciativa reafirma a abertura, inclusão e participação no evento de cada vez mais artistas, público e outros intervenientes culturais na cidade. Estes quatro locais convertem-se, na tarde de sábado, em pontos cardeais de uma experiência artística em roteiro pelas várias geografias de Guimarães, ao som da música que se faz no mundo. Adée, Ohrn, Joel Sarakula, Cristóvam, Maybe Canada, The Jools, Serushiô e Vienna Dittosão os projetos que vão ocupar estes palcos.

Depois de uma tarde de concertos espalhados pela cidade, à noite a música concentra-se no CCVF com espetáculos que vão tomar conta de todas as salas deste espaço cultural para a derradeira despedida do festival. A abrir os palcos, às 21h30, o festival conta com prata da casa, com a vimaranense Sofia Ribeiro a apresentar no Pequeno Auditório o seu projeto a solo, Lince. Aqui, a voz doce e delicada de Sofia faz-se acompanhar do som clássico do piano a que junta, com destreza, o instrumental eletrónico.

Às 22h30, a festa passa para o Grande Auditório do CCVF, onde se aguarda uma dose dupla de concertos. Os primeiros a subir ao palco são os You Can’t Win, Charlie Brown que vêm apresentar o seu último disco, “Marrow”, trabalho em que a banda não se conteve em aliar à sua sonoridade mais indie-folk, as potencialidades da eletrónica. O maior palco do CCVF recebe de seguida os XIXA, provenientes de Tucson, Arizona (EUA), que trazem ao Westway Lab Festival um promissor concerto que transportará o público ao deserto, com um som que respira a natureza selvagem. Imbuída no mais puro psicadelismo da década de 70, com guitarras a soar a essência do rock’n’roll, esta banda pinta com a música as paisagens áridas da sua terra natal.

A quarta edição do Westway Lab Festival termina, à meia-noite, no Café Concerto do CCVF, com a atuação dos :Papercutz que trazem na bagagem o novo álbum de originais, “King Ruiner”. A nova vocalista, Catarina Miranda, conhecida pelo seu trabalho como Emmy Curl, traz novidades à sonoridade deste projeto que evoca harmonias pop e motivos corais encontrados em geografias não ocidentais. Apresentando-se ao vivo em formato trio, os :Papercutz tocam melodias interpretadas por sintetizadores analógicos, batidas urbanas, texturas ambientais e percussões de raiz tribal.

Nesta edição, para além dos bilhetes individuais, o festival tem disponíveis dois tipos de passes, em número limitado, que dão acesso aos concertos. Os showcases têm entrada livre. Os bilhetes para os concertos, bem como os passes, poderão ser adquiridos na bilheteira do Centro Cultural Vila Flor, Plataforma das Artes e da Criatividade, Lojas Fnac, El Corte Inglés, entidades aderentes da Bilheteira Online, e via online em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt. As inscrições nas Conferências PRO podem ser realizadas online em www.ccvf.pt e www.westwaylabfestival.com.