Temporada cultural em Guimarães com novo festival e mudanças de direção na Oficina

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"Guimarães Cinema e Som" é o novo evento

A nova temporada cultural de Guimarães mantém os já tradicionais festivais da cidade, apadrinha um novo evento dedicado ao cinema e será marcada pela mudança de direção artística do Teatro Oficina, que ficará agora entregue a João Pedro Vaz.

Apresentada em conferência de imprensa no CCVF, a programação cultural dos principais espaços culturais de Guimarães, Centro Cultural Vila Flor, Plataforma das Artes e Criatividade (Centro Internacional de Artes José Guimarães) e Casa da Memória, inclui nomes como a música de Maria Gadú, a Companhia Nacional de Bailado, coreógrafo belga Wim Vandekeybus, o encenador João Garcia ou a poesia de Herberto Hélder.

A par da programação para o próximo ano, foi anunciada a saída do Teatro Oficina do ator e encenador Marcus Barbosa, que assumiu a direção técnica da cooperativa durante oito anos, sendo que se manterá em funções até janeiro de 2018.

Assim, a destacar, a continuação da aposta em festivais, cinco: O Festival Gil Vicente, dedicado ao Teatro, o GUIdance, focado na dança, o Festival Manta, assim como o Guimarães Jazz e o WestWay Lab.

Além daqueles eventos, na nova temporada cultural a Cidade-Berço será palco para um novo festival, agora dedicado ao cinema, "Guimarães Cinema e Som", sobre a relação da sétima arte e da música.

Já em outubro, estreia a mais recente criação de João Garcia Miguel, "Nós Matámos o Cão Tinhoso", seguido, a 29, da peça "Um inimigo do Povo", de Tónan Quito e, mais no final do ano, "A máquina de emaranhar paisagens", com inspiração na obra do poeta Herberto Hélder.

Na dança, destaque para a edição de 2017 do GUIdance, já com confirmação da vinda à cidade do coreógrafo belga Wim Vandekeybus, com "Speak low if you speak love" e ainda para a apresentação, em junho, da Companhia Nacional de Bailado, em Guimarães, para assinalar os 40 anos da formação.

A Casa da Memória, pensada no âmbito da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012, terá visitas, vai criar um repositório online, uma "memória coletiva", com oficinas dedicadas aos sabores, cores ou sons.

O Centro Internacional das Artes José de Guimarães vai ser casa da primeira bienal de arte e paisagem, a LandArt, pensada no âmbito da ambição da cidade em ser Capital Verde Europeia em 2020, e estruturada em conjunto com o Laboratório da Paisagem e a Câmara Municipal.

De realçar também aquele que será o ultimo trabalho de Marcus Barbosa no Teatro Oficina, a estreia da peça "Um Conto de Inverno", já em outubro.