Pintura de Jean Pillement passa a integrar o percurso expositivo do Paço dos Duques

  • Publicado em Atualidade
Óleo pertencente à Coleção do Novo Banco

Um óleo sobre tela intitulado «Paisagem com camponeses e rebanho», da autoria de Jean Baptiste Nicolas Pillement, pertencente à Coleção do Novo Banco, passou a integrar o percurso expositivo do Paço dos Duques de Bragança.

A apresentação da pintura de Jean Baptiste Nicolas Pillement, como «Obra em Destaque» no Paço dos Duques, concretiza-se no âmbito da ação «Novo Banco Cultura» que disponibiliza ao público o seu património artístico e cultural daquela instituição bancária, através de parcerias com museus e outras entidades culturais.

O compromisso entre o Estado e o Novo Banco prevê parcerias com entidades públicas e privadas, como museus e universidades, de âmbito nacional e regional. Entre essas iniciativas está um programa de depósito descentralizado da coleção de pintura do Novo Banco, colocando à fruição pública 97 obras de relevante valor artístico.

Pintor paisagista, Jean Baptiste Pillement (1728-1808) integra o discurso estético do Iluminismo, centrado no interesse pela relação entre o Homem e a Natureza. Frequentemente conotado com uma pintura essencialmente decorativa, Pillement faz parte de uma geração de pintores que procurava a pintura ao ar livre, na altura ainda sem grandes meios técnicos para o fazer, e que, pelo modo como olha para a paisagem como um todo e a considera como tema de pintura por si só, geradora de sentimentos e emoções, abre caminho para a pintura naturalista do século seguinte.

Pillement tira o maior partido dos recursos expressivos da natureza, que observa minuciosamente, captando a atmosfera física do local e a tranquilidade bucólica dos diversos grupos de figuras.

As suas qualidades de colorista destacam-se na gama dos múltiplos tons de verdes e azuis que estendem a paisagem até ao horizonte ou nas pequeníssimas pinceladas brancas que aplica nas suas figuras como pequenas trepidações de luz, que ele próprio definia como «le picant du clair obscur».