Inscritos nos centros de emprego descem 17% em fevereiro para 404.604 pessoas

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O número de desempregados inscritos nos centros de emprego baixou 17% em fevereiro, face a igual mês de 2017, para 404.604 pessoas, caindo 2,6% (10.935) face ao mês anterior, segundo dados divulgados pelo IEFP.

De acordo com os dados disponíveis na página do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), para a diminuição do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2017, contribuíram todos os grupos de desempregados, com destaque para os homens (menos 19,7%), os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos (menos 16,3%), os inscritos há mais de um ano (menos 18,5%), os que procuravam novo emprego (menos 16,8%) e os que possuem como habilitação escolar o 1.º ciclo do ensino básico (menos 19,8%).

Segundo o IEFP, o desemprego afetava em fevereiro 45.046 jovens, o que representa uma redução homóloga de 22,7% e de 3,8% em termos mensais.

Já o número de desempregados de longa duração apurado no final de fevereiro foi de 190.021, diminuindo 18,5% em relação ao mês homólogo e recuando 2,5% em termos mensais.

A nível regional, comparando com o mês de fevereiro de 2017, o desemprego registado diminuiu em todas as regiões do país, destacando-se Lisboa e Vale do Tejo com a descida percentual mais acentuada (-18,4%), seguindo-se o Norte (-17,1%).

No que respeita à atividade económica de origem do desemprego, dos 338.663 desempregados que, no final do mês em análise, estavam inscritos como candidatos a novo emprego, nos Serviços de Emprego do Continente, 70,1% tinham trabalhado em atividades do setor dos serviços.

O desemprego diminuiu em todos os setores de atividade, com a maior redução homóloga a registar-se novamente no setor da construção, onde o desemprego recuou 28,8%, no correspondente a menos 12,1 mil desempregados (um contributo de 17,2% para a redução global do número de desempregados à procura de novo emprego).

O número de inscritos como “ocupados” - integrados em programas de emprego ou formação profissional, com exceção dos programas que visem a integração direta no mercado de trabalho - fixou-se nos 89.889 (15,7% do total), recuando 15,3% em termos homólogos e 1,5% em termos trimestrais.

Já os “indisponíveis temporariamente” (4,3% do total) - desempregados ou empregados que não reúnem condições imediatas para o trabalho por motivos de doença - aumentaram 17,8% em termos homólogos e 2,% em termos mensais para 24.624.