UMinho. Investigadores falam de proteínas do cérebro e homofobia no emprego

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A partir das 21 horas

O Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor recebe esta quinta-feira mais uma edição do PubhD UMinho, a partir das 21 horas.

Como podem os ratinhos de laboratório ajudar os cientistas a encontrar novos tratamentos para doenças neurológicas graves? E será que, em Portugal, a discriminação quanto à orientação sexual nos locais de trabalho ainda é uma realidade? A Neurobiologia e a Psicologia serão as áreas em destaque na 18ª edição do PubhD UMinho.

Ana Osório Oliveira é doutorada em Neurociências pela Universidade da Califórnia, São Francisco (Estados Unidos da América) onde estudou durante vários anos o papel de uma proteína natural (chamada alfa-Bcristalin) no desenvolvimento da Doença de Huntington, um distúrbio neurológico incapacitante e raro. A investigadora conseguiu perceber que um aumento do nível desta proteína nas células provocava melhorias significativas em ratinhos doentes.

Gil Machado completou o seu grau de Mestre em Psicologia na Universidade do Porto com um trabalho sobre a homossexualidade e o mundo laboral. Através de entrevistas foi possível perceber que repercussões é que comportamentos homofóbicos têm na vida dos trabalhadores, nomeadamente na sua remuneração, progressão na carreira e relações interpessoais. O estudo permitiu concluir que a homofobia nos locais de trabalho influencia negativamente a sua atividade profissional.

O PubhD (pub=bar e PhD=doutoramento) é um movimento de divulgação da ciência que surgiu em no Reino Unido (2014) e se realiza agora em 22 cidades europeias. O PubhD UMinho é organizado pelo STOL - Science Through Our Lives, desde Janeiro de 2016, nas cidades de Braga e Guimarães. A entrada é livre.

 [ Artigo originalmente publicado no dia 17.07.2017 e actualizado esta quinta-feira, 20.07.2017 ]