Palácio Vila Flor e CIAJG acolhem três exposições até este fim de semana

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Mostras patentes até 14 e 15 de janeiro

O Palácio Vila Flor e o Centro Internacional das Artes José de Guimarães acolhem as exposições «Questionamento», «Objectos Estranhos: ensaio de proto-escultura» e «Caminhos de Floresta [sobre arte, técnica e natureza]», até este fim de semana, 14 e 15 de janeiro.

«Questionamento», no Palácio Vila Flor

«Questionamento» é título do projeto curatorial vencedor do prémio Se Busca Comisário, promovido pela Comunidad de Madrid, e que agora, numa parceria inédita entre estes dois municípios, se apresenta no Palácio Vila Flor, até 14 de janeiro.

A exposição apresenta obras de 14 artistas ibéricos e procura debater e questionar problemáticas relacionadas com os conceitos de território e sociedade. A exposição integra trabalhos dos artistas Ana Catarina Pinho, André Alves, Andrés Pachón, Bel Fullana, Carlos Valverde, Dalila Gonçalves, Elena Lavellés, Irene Grau, Lois Patiño, Ollala Gómez, Sérgio Carronha, Teresa Solar Abboud, Tiago Baptista e Tiago Casanova.

«Objectos Estranhos: ensaio de proto-escultura», no CIAJG

A exposição «Objectos Estranhos: ensaio de proto-escultura» reúne um amplo conjunto de peças do património religioso, popular e arqueológico da região de Guimarães, fazendo-as dialogar com peças de artistas contemporâneos.

Através da extensa paisagem de objetos expostos – que vão desde as pinturas de Mestre Caçoila até ex-votos em cera, passando por peças notáveis de alguns dos mais significativos espólios museológicos do Concelho, como é o caso de S. Torcato, S. Francisco ou Fermentões – pretende-se celebrar a riqueza, a pluralidade e a idiossincrasia de uma terra muito densa, através não só da reunião desses objetos mas, igualmente e sobretudo, de uma plêiade de convidados que, no âmbito e no interior da exposição, ajudarão a perceber as crenças, os hábitos e rituais que organizam a vida das pessoas.

«Caminhos de Floresta [sobre arte, técnica e natureza]», no CIAJG

«Caminhos de Floresta [sobre arte, técnica e natureza]» propõe ao espetador uma reflexão sobre a arte. Para o filósofo alemão Martin Heidegger, de cuja obra o título desta exposição é pedido de empréstimo, a produção artística é uma forma de posicionamento do homem perante a natureza. Aqui pergunta-se o que significa produzir arte.

Esta exposição reúne, assim, um conjunto de aproximações e de diálogos com uma certa ideia de natureza, enquanto tematização do diverso, daquilo que nos é estranho, e de como a podemos vir a traduzir, a compreender e a habitar. O tronco de árvore, figura e presença arquetípica e paradigmática desta exposição e de uma extensa porção da criação artística, é corpo e casa, duplo e útero.

[ Artigo originalmente publicado no dia 24.12.2016 e actualizado este domingo, 15.01.2017 ]